Rota mata 98% a mais em serviço em 2020 e lidera ranking de batalhões

 Rota mata 98% a mais em serviço em 2020 e lidera ranking de batalhões

O batalhão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar paulista, foi o que mais matou em 2019, segundo relatório anual da Ouvidoria das Polícias, divulgado nesta quinta-feira (6).

De acordo com o levantamento, foram 101 mortes causas por policiais do batalhão em serviço no ano passado, contra 51 em 2018.

O número representa aumento de 98% da letalidade da Rota em decorrência de intervenção policial.

Já em folga, os policiais da Rota mataram menos pessoas em 2019: foram 3 mortes, contra 7 no ano anterior (redução de 57%). A sede da Rota fica no Centro de São Paulo.

O 2º Batalhão de Santos, no litoral paulista, foi o segundo mais violento, com 30 mortes. O terceiro batalhão com maior número de mortes em decorrência de intervenção policial foi o 28º, na Zona Leste da capital paulista, e o quarto, com 20 mortes, foi o 16º Batalhão, na Zona Oeste de São Paulo.

Para o ouvidor Benedito Mariano, a atuação mais violenta da Rota se explica pela maior influência do dito popular “bandido bom é bandido morto”.

“Há também uma grande onda conservadora que toma conta das ruas do país”, afirma.

Letalidade policial aumenta em 12% em 2019
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Letalidade policial aumenta em 12% em 2019

Aumento de 11,5% em serviço

O número de pessoas mortas por policiais militares em serviço em São Paulo subiu 11,5% em 2019 no comparativo com o ano anterior, segundo dados da Ouvidoria das Polícias. Em 2019 os policiais foram responsáveis por 716 mortes. Já o número de pessoas mortas por policiais em 2018 chegou a 642.

O número de pessoas mortas por policiais em folga passou de 178 casos em 2018 para 129 mortes no ano passado, uma queda de 27,5%.

A Ouvidoria das Polícias afirma que a maioria dos casos investigados termina sem punição. Dentre as vítimas, está o farmacêutico Rodrigo José de Souza Cunha, de 35 anos.

A Corregedoria da Polícia Militar é o órgão responsável por apurar excessos cometidos por PMs, mas muitos casos de cidadãos mortos por policiais não são investigados diretamente pela corregedoria.

A Ouvidoria das Polícias – que não investiga, mas acompanha esses inquéritos – afirma que, em 97% dos casos de letalidade policial, quem investiga são os próprios batalhões onde os policiais trabalham.

“Na maioria dos inquéritos, os policiais militares investigados pelos batalhões não são indiciados. Diferentemente do órgão corregedor. E eu não estou dizendo nem que há imparcialidade. Eles não têm a mesma competência e qualidade da Corregedoria”, afirma Benedito Mariano.

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